Pró-Itapoá se inspira em exemplo de Jaraguá do Sul para pensar o desenvolvimento local

Extremamente atuante no município de Itapoá desde o ano de 1995 e órgão reconhecido como sendo de utilidade pública municipal e estadual, a Fundação Pró-Itapoá foi a responsável pela elaboração do primeiro plano diretor local.

Após o falecimento de um de seus conselheiros e idealizadores, Kanytar Aymoré Saboia Cordeiro, a Associação precisou se reestruturar e, agora, volta às atividades com a intensidade de antes. “Eu fui convidado para ser o presidente deste período e estou tentando aglutinar pessoas para formar grupos de estudos para pensar Itapoá no futuro. A Fundação é aberta e precisa da participação das pessoas, pois serão criados grupos temáticos. Vamos trabalhar sobre o meio ambiente, a segurança pública, o saneamento, e serão as pessoas que vão colocar a sua visão sobre esses assuntos, para ajudar o Poder Público a pensar. Isso é um projeto de longo prazo”, explica Rubens Geraldo Gunther, atual presidente da Fundação, ao site Tribuna de Itapoá.

Nesse contexto, surgiu a ideia de pensar no desenvolvimento de Itapoá para os próximos anos e, com isso, a possibilidade de trazer Gilmar Antônio Moretti para uma apresentação sobre esse tipo de planejamento. Ele participou e acompanha projetos nesses moldes em Jaraguá do Sul desde os anos 1990. Então, na manhã desse sábado, dia 28 de outubro, Moretti participou de uma reunião com cerca de 20 pessoas realizada nas dependências do escritório do Riviera Santa Maria, localizado na Avenida Brasil, balneário Itapoá.

O primeiro projeto do porte em Jaraguá do Sul se chamou “Jaraguá 2010 – um olhar sobre a Cidade”. À época, convidaram Cássio Taniguchi, urbanista e ex-prefeito de Curitiba (PR) para falar da capital paranaense, que era um exemplo de planejamento. Em um projeto como esse, segundo Gilmar Moretti, muitas coisas precisam ser levadas em consideração, a exemplo das mudanças tecnológicas, que alteram o cenário e as ferramentas disponíveis muito rapidamente. “É importante começar e, no decorrer, ir fazendo os ajustes necessários, pois se esperar o modelo perfeito antes de dar início, o projeto nunca acontece”, alerta. Outra consideração de Moretti é que a iniciativa precisa partir da comunidade, pois com a ideia madura, os governos acabam se sentido obrigados a participar.

Após o projeto Jaraguá 2010, foi instituído o “PróJaraguá – Fórum Permanente de Desenvolvimento” e o Jaraguá Ativa, ambos se utilizando bastante das experiências do primeiro, de qual Gilmar chegou a ser coordenador.

“Vejo semelhanças da Itapoá de hoje com a Jaraguá [do Sul] de 1990 [quando foi iniciado o Jaraguá 2010 por lá], não em números, mas se refletem em ansiedades, preocupações, busca de caminhos. Por exemplo, Jaraguá, na década de 1990, estava no ‘boom’ das correntes migratórias, um progresso muito acelerado, uma desorganização geral em alguns aspectos e em outras tentando achar caminhos, surgindo um monte de dificuldades. Eu imagino que Itapoá, hoje, pela riqueza de natureza que ela tem e essas descobertas todas do Município, que a gente vê aí nas matérias [jornalísticas], o Porto e as potencialidades dele, tem todas as ansiedades que tínhamos naquela época, de um outro olhar, um outro jeito, mas a mesma ansiedade. Como é que eu construo uma cidade mais equilibrada e sustentável, que as pessoas continuem a morar aqui com um grau mínimo de felicidade e de alegria? Essa era a nossa preocupação [em Jaraguá do Sul] nos anos 1990. Aqui, vejo as pessoas também preocupadas com isso. E não tenho dúvidas do grande potencial de Itapoá”, comentou Moretti em entrevista concedida à Tribuna.

“A nossa troca de ideias aqui é no sentido de que a revolução começa pela preocupação da gente, começa em nós mesmos, na qualidade que a gente se propõe. Então, vai para a nossa casa: é o lixo que eu descarto, as coisas como eu trato dentro de casa. Depois, vai para o meu bairro e isso vale para Itapoá também. Então, eu começo a sonhar por algo melhor. É esse sonho que temos que desenhar em algum momento, e atender as ansiedades. As pessoas têm que, realmente, discutir e pensar Itapoá. Cada cidadão precisa se envolver. Essa luta, aliás, continua, também, lá em Jaraguá do Sul”, conclui Gilmar Antônio Moretti, que é cineasta, e um dos responsáveis pelo canal “Escritório de Cinema” do Youtube (que pode ser acessado, clicando aqui), no qual é possível encontrar alguns vídeos que versam, principalmente, sobre o desenvolvimento de Jaraguá do Sul.

Aqueles itapoaenses que se interessaram pelo tema e gostariam de participar das discussões da Fundação Pró-Itapoá, o convite está aberto a todos, segundo o presidente da instituição, Rubens Geraldo Gunther. O interessado deverá entrar em contato com a Diretora de Apoio da Fundação, Marli Zotto, pelo telefone (47) 99929-4733 (com WhatsApp).

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Thiagão
Jornalista
Jornalista pela PUC/PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) com pós-graduação em Marketing Empresarial pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), já trabalhou em importantes projetos de comunicação de Curitiba (PR) e Itapoá. Atualmente, responde pelo Jornalismo do site Tribuna de Itapoá e do jornal impresso Itapoá Notícias. Também atua como colunista sobre o cotidiano. E-mail: thiago@tribunadeitapoa.com.br

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