Fraude de água prejudica a qualidade do abastecimento, afeta a saúde da população e é considerada crime

A Itapoá Saneamento vem trabalhando constantemente no combate às fraudes e, em pouco mais de um ano, identificou diversas infrações e aplicou aproximadamente 300 multas. Nesse período, a empresa realizou quase 3 mil fiscalizações e mais de 500 novas ligações foram executadas para regularizar as fraudes. Ou seja, quase 20% do que foi verificado estava irregular.

A fraude no sistema de água é qualquer prática de adulteração que prejudique o funcionamento dos equipamentos de medição, lacres e tubulações. Os principais tipos de fraude são as ligações clandestinas de água, o abastecimento irregular de água a terceiros, além da violação do corte de água e colocação de bombas.

A ligação clandestina de água é aquela ligação na rede de água sem autorização por parte da concessionária e sem emissão de conta de consumo. Esse tipo de procedimento traz inúmeros prejuízos, pois compromete seriamente o abastecimento, provocando furos na tubulação e reduzindo a pressão da água. De acordo com o diretor operacional da Itapoá Saneamento, Antonio Hercules Neto, a maior preocupação em combater as fraudes é garantir a qualidade da água que chega até os imóveis.  “Esse tipo de procedimento irregular aumenta muito os riscos de contaminações. A água contaminada não vai apenas para o imóvel do infrator, mas pode prejudicar o abastecimento de toda a vizinhança”, destaca.

O mesmo acontece com o abastecimento para terceiros, pois quando uma tubulação fica exposta ou aterrada de forma indevida, ela pode ser contaminada por esgoto sem tratamento, por fezes de animais e até mesmo por produtos tóxicos. Esse tipo de prática coloca em risco toda a saúde da população.

As fraudes impactam significativamente no indicador de perdas no sistema de abastecimento de água.  A supervisora comercial da Itapoá Saneamento, Jaqueline Martimiano, explica que quando alguma fraude é comprovada, o cliente é notificado, paga multa e está passível de cobrança retroativa aos meses em que utilizou a água de forma irregular bem como responder processo criminal.  “Há, também, ocorrência policial por crime de furto de acordo com o art. 155 do Código Penal. Além disso, não é justo que os bons clientes paguem pelo consumo real e os fraudadores, que geralmente consomem muito mais, não paguem pela água utilizada.”

É importante ressaltar também que o uso de poço para consumo humano e preparo de alimentos pode comprometer a qualidade da água consumida nos imóveis, ocasionando danos à saúde daquela família.

A Itapoá Saneamento tem como dever informar e orientar a população quanto aos riscos de contaminação e está à disposição de todos os clientes que possuem irregularidades e gostariam de regularizar suas situações. Para combater essas fraudes, também é possível fazer uma denúncia anônima.

Da Assessoria de Comunicação da Itapoá Saneamento, com adaptação da Tribuna de Itapoá.

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Thiagão
Jornalista
Jornalista pela PUC/PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) com pós-graduação em Marketing Empresarial pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), já trabalhou em importantes projetos de comunicação de Curitiba (PR) e Itapoá. Atualmente, responde pelo Jornalismo do site Tribuna de Itapoá e do jornal impresso Itapoá Notícias. Também atua como colunista sobre o cotidiano. E-mail: thiago@tribunadeitapoa.com.br

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