30 de julho de 2026 - 18:17

Operação Catilina investiga suspeita de infiltração do crime organizado na política de Itapoá

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 39ª Promotoria de Justiça da Capital e com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), deflagrou na manhã desta quarta-feira, dia 29 de julho, a Operação Catilina. A ação teve como objetivo apurar a suposta infiltração de uma organização criminosa na cena política do município de Itapoá.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC). As diligências ocorreram exclusivamente em Itapoá e visaram endereços ligados a três investigados.

Entenda o caso

As investigações tiveram início a partir de dados encaminhados à 1ª Promotoria de Justiça de Itapoá. Segundo o MPSC, os elementos reunidos apontam indícios de que a facção buscava exercer influência no processo político local por meio do apoio a candidatos específicos e do fortalecimento do seu domínio territorial na cidade.

A apuração aponta que benefícios e auxílios eram distribuídos em comunidades sob influência do grupo criminoso em troca de apoio político. Paralelamente, moradores estariam sendo alvos de coação, intimidações, ameaças e ações direcionadas caso manifestassem oposição.

Há também a suspeita de alianças estruturadas entre integrantes da organização criminosa, agentes políticos e empreendimentos privados com a intenção de favorecer os interesses da facção no município.

Próximos passos

Todo o material apreendido nos oito locais vistoriados será submetido a exames periciais da Polícia Científica. Os dados colhidos passarão por análise detalhada do GAECO para dar prosseguimento ao inquérito, identificar possíveis novos envolvidos e aprofundar as apurações.

O procedimento corre sob sigilo judicial, e novas manifestações da Justiça dependem da autorização para publicidade dos autos.

A origem do nome

A operação foi batizada em referência a Lúcio Sérgio Catilina, figura da Roma Antiga associada à chamada “Conjuração de Catilina”, episódio histórico de conspiração para a tomada de poder mediante alianças clandestinas. A escolha simboliza a hipótese de interferência criminosa sobre as estruturas públicas e políticas do município.

Parlamentar sob suspeita

Embora o Ministério Público tenha divulgado que o procedimento corre sob sigilo judicial, sem publicizar informações sobre os envolvidos, sabe-se pelos veículos de imprensa regionais, que um vereador esteve entre os alvos da operação.