Setembro Amarelo 2025: “Se precisar, peça ajuda!” – o que mostram os dados e como agir
IMAGEM ilustrativa gerada por IA.
O mês de setembro marca, todos os anos, a maior mobilização brasileira de prevenção ao suicídio. Em 2025, a campanha Setembro Amarelo, coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), traz o lema ‘Se precisar, peça ajuda!’, o mesmo que vem norteando as edições anteriores e intensifica ações de informação e acolhimento. O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio será nesta quarta-feira, 10 de setembro, com programações em todo o país.
O panorama global
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos (estimativa para 2021) e o suicídio já é a terceira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. A OMS reforça que a maioria dos óbitos ocorre em países de baixa e média renda e que prevenir é possível quando há combinação de políticas públicas, redução do acesso a meios letais, detecção precoce, tratamento e apoio comunitário
Brasil: números recentes e tendência
No Brasil, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023 registrou 16.262 mortes por suicídio em 2022, o que corresponde a 8 mortes por 100 mil habitantes – acima da taxa de 7,2 por 100 mil de 2021. Especialistas alertam para a tendência de crescimento observada na última década. Dados do Ministério da Saúde confirmam que as bases do SIM/DATASUS têm informações finais até 2023, usadas em boletins epidemiológicos e séries históricas oficiais.
Santa Catarina: alerta para crianças e adolescentes e taxas elevadas
Em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Saúde informa que, entre 2011 e 2022, a taxa de mortalidade por suicídio entre crianças e adolescentes (10 a 19 anos) mais que dobrou – de 2,3 para 5,2 óbitos por 100 mil. No mesmo período, também aumentaram as notificações de lesões autoprovocadas nessa faixa etária. Planejamentos regionais de 2024 apontam que o estado se mantém entre aqueles com maiores taxas do país, com taxas por região de saúde em 2023 (dados preliminares) monitoradas pela SES/DIVE. Estudos acadêmicos e boletins federais anteriores já situavam SC em patamar elevado em anos recentes.
Sinais de alerta e como agir
O Ministério da Saúde orienta a reconhecer sinais como verbalizações de desesperança (“eu queria dormir e não acordar”), isolamento, mudanças bruscas de comportamento, automutilação e histórico de tentativas. Diante de risco, a recomendação é ouvir sem julgamentos, não minimizar o sofrimento, não deixar a pessoa sozinha e procurar ajuda profissional imediatamente.
Onde buscar ajuda – serviços 24h e rede pública
CVV – 188: atendimento gratuito, 24 horas, por telefone, chat e e-mail em todo o país.
Emergência médica – SAMU 192: acione em situações de risco iminente à vida (emergência).
RAPS/SUS: procure a UBS mais próxima e os CAPS (em Itapoá, serviço municipal habilitado; em Garuva, serviço em implantação conforme Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público).
Boas práticas de prevenção e comunicação
A OMS destaca intervenções efetivas como restrição de meios letais, ampliação do acesso a cuidados, educação de profissionais, acompanhamento pós-tentativa e comunicação responsável – sem sensacionalismo, com foco em serviços de ajuda e fatores de proteção (família, escola, trabalho e comunidade).
Se você ou alguém que você conhece está em sofrimento intenso ou em risco, procure ajuda agora: CVV 188 (24h) ou, em caso de emergência, SAMU 192. Compartilhe este conteúdo, pois informação salva vidas.
