Motoristas paralisam atividades de frete no Porto Itapoá em busca de reajuste
FOTO: Thiago Gusso / Arquivo.
Cerca de 200 motoristas que realizam o transporte interno de cargas no Porto Itapoá iniciaram uma paralisação na manhã desta quinta-feira, dia 29 de janeiro. O movimento, organizado pelo Sindicato dos Transportes Autônomos de Carga e Contêineres em Geral (Sinditac), busca a atualização nos valores pagos pelos serviços de frete na região.
A principal reivindicação da categoria é um reajuste de 24,68% nos valores das operações de retroárea e do terminal. Segundo os representantes dos motoristas, o percentual baseia-se no acúmulo do IPCA nos últimos 12 meses, somado ao aumento expressivo nos custos de manutenção dos veículos e dos combustíveis. Até o momento, as empresas transportadoras teriam oferecido uma contraproposta de 20%, que foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleia.
De acordo com o Sinditac, a operação portuária tem gerado um desgaste acelerado nos caminhões devido ao longo tempo em marcha lenta e às manobras constantes, o que onera diretamente o transportador autônomo. O sindicato afirma que a recomposição é necessária para garantir a segurança e a continuidade das operações logísticas.
Em nota, a administração do Porto Itapoá esclareceu que as negociações ocorrem diretamente entre os motoristas autônomos e as empresas de transporte ou da retroárea que contratam esses serviços. O terminal informou ainda que, apesar do manifesto, as operações internas seguem ocorrendo sem registros de grandes impactos ou bloqueios que impeçam o fluxo de outros veículos.
Equipes da Polícia Militar e da segurança privada do Porto acompanham o movimento desde as primeiras horas de paralisação para garantir a ordem no local. Não há registro de incidentes, e a mobilização ocorrem de forma pacífica nas proximidades do terminal portuário.
