6 de julho de 2026 - 23:21

Porto Itapoá lidera cabotagem no sul do Brasil e ajuda a reduzir emissão de gases poluentes

Porto Itapoa lidera cabotagem no sul do Brasil e ajuda a reduzir emissão de gases poluentes - Capa Tribuna de Itapoa

FOTO: Porto Itapoá / Divulgação.

O avanço da movimentação de cargas por cabotagem no Porto Itapoá tem gerado impactos positivos não apenas para a logística nacional, mas também para a preservação do meio ambiente. Com a movimentação de aproximadamente 298 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) em 2025 – um crescimento de 32% em relação ao ano anterior – o terminal contribuiu para evitar a emissão de 259 mil toneladas de CO₂ em comparação ao transporte realizado exclusivamente por caminhões.

A estimativa utiliza como base um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta que a cabotagem emite entre 12% e 15% menos CO₂ do que o modal rodoviário para movimentar a mesma carga em longas distâncias. O fortalecimento da navegação costeira é visto como uma estratégia fundamental para reduzir o chamado Custo Brasil e acelerar a descarbonização do setor logístico.

Em 2025, o Porto Itapoá se consolidou como o terminal de contêineres líder em cabotagem na região sul do país. Essa tendência de expansão segue acelerada em 2026. Apenas no primeiro bimestre deste ano, foram movimentados 52 mil TEUs nesta modalidade, contra 41 mil TEUs registrados no mesmo período de 2025, o que representa uma alta de 27%.

Para o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, esse crescimento é um passo importante para a sustentabilidade. “Quando ampliamos o uso da cabotagem, reduzimos significativamente as emissões de gases de efeito estufa, além de diminuir a circulação de caminhões nas estradas. É um ganho ambiental relevante para toda a cadeia logística e para o país”, afirma.

Além do benefício ambiental, a cabotagem oferece vantagens econômicas. Dados da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC) indicam que o modal pode reduzir em até 30% os custos de frete em rotas estratégicas. Isso ocorre devido à economia de escala: um único navio pode transportar o equivalente a 200 ou 300 caminhões em uma viagem.

“A cabotagem oferece uma combinação extremamente competitiva entre eficiência logística, previsibilidade operacional e redução de custos”, destaca Arten. Segundo a CNI, o Brasil tem potencial para quadruplicar o transporte de contêineres por cabotagem a longo prazo, aproveitando os mais de 8 mil quilômetros de litoral e a concentração industrial próxima à costa.