Itapoá é destaque no Jornal Nacional por obra que amplia praias e portos da Babitonga
Reportagem exibida no telejornal de maior audiência do país destacou a dragagem e o alargamento das praias, colocando Itapoá em evidência nacional
Itapoá voltou a ganhar destaque em rede nacional. O município foi tema de uma reportagem exibida nesse sábado, dia 1º de novembro, pelo Jornal Nacional, principal telejornal da TV Globo, que mostrou as obras de dragagem e aprofundamento do canal da Baía da Babitonga – um projeto de grande porte que promete transformar a infraestrutura portuária e todo o litoral norte catarinense.
A matéria destacou que os portos de Itapoá e São Francisco do Sul serão os primeiros do Brasil aptos a receber navios de até 366 metros de comprimento com carga máxima, após a conclusão do trabalho de dragagem, prevista para o segundo semestre de 2026. Com o aprofundamento do canal de 14 para 16 metros, a expectativa é de chegar a 45 mil empregos até 2035, um avanço expressivo diante dos 8 mil existentes hoje, conforme destacou o Jornal Nacional.
Além do impacto econômico, o projeto tem efeito direto sobre as praias de Itapoá, visto que algumas delas estão sendo alargadas com a areia retirada do fundo da baía. Serão oito quilômetros de faixa de areia recuperada, o maior alargamento já realizado no país.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que acompanha o processo, o reaproveitamento dos sedimentos marinhos faz parte de uma proposta de mitigação ambiental e conta com 22 programas de monitoramento – entre eles, o acompanhamento de espécies marinhas e o uso de redes de proteção para evitar impactos à fauna.
Durante a reportagem, moradores e trabalhadores locais deram depoimentos sobre a transformação visível da orla. “Nós não tínhamos mais praia. Era só beira mesmo, porque praia já não tinha mais”, contou Janete Nunes de Jesus, pescadora aposentada de Itapoá, ao Jornal Nacional.
“Surpreende porque, não faz muito tempo, a gente esteve aqui e não tinha nada. Era maré ali, nas pedras”, completou Gisela Bier, moradora da cidade.
O telejornal mostrou ainda que a areia utilizada vem sendo retirada a 16 metros de profundidade, por meio de uma draga de 166,5 metros de comprimento, que opera 24 horas por dia. Cada viagem da embarcação transporta 18 mil metros cúbicos de areia, o equivalente a dois mil caminhões.
De acordo com Vinícius Delfim, gerente de contratos da empresa responsável pela obra, trata-se de um material “limpo e compatível com o ambiente local”.
“Essa diferenciação de largura da faixa de areia é em virtude das características ambientais. Nós temos que replicar o ambiente que existia antigamente”, explicou Vinícius ao Jornal Nacional.
Na parte técnica, o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, e o diretor de Desenvolvimento de Negócios do Porto Itapoá, Felipe Kaufmann, ressaltaram os ganhos logísticos do empreendimento. “Receberemos pela primeira vez no Brasil, navios de 366 metros com plena capacidade de carga”, disse Vieira. “Cada contêiner movimentado deixa na cadeia de abastecimento cerca de R$ 15 mil, desde a receita gerada no terminal até o frete e as despesas logísticas”, completou Kaufmann, destacando a relevância do projeto para a economia nacional.
A obra marca um novo capítulo para a Baía da Babitonga, consolidando o eixo portuário Itapoá–São Francisco do Sul como o mais avançado do país e reforçando o protagonismo de Itapoá no cenário logístico e ambiental brasileiro.


















































