Travessia pela ponte de Guaratuba será gratuita, de acordo com o Governo do Paraná
FOTO: Thiago Lisboa / SECOM PR.
A Ponte de Guaratuba, no Litoral do Paraná, segue em construção com a confirmação de que não haverá cobrança de pedágio para a travessia quando entrar em operação. A informação foi repassada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), órgão responsável pelo projeto, contratação e fiscalização da obra.
A gratuidade foi assegurada após a alteração, em 2020, do artigo 36 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Estadual. O texto anterior previa implantação por concessão, com cobrança tarifária por até 15 anos. Com a supressão desse trecho, a obra passou a ser viabilizada com recursos próprios do Estado.
Investimento público e execução da obra
O investimento total ultrapassa R$ 400 milhões. Embora o DER/PR seja o responsável técnico e administrativo pelo empreendimento, a construção é realizada por um consórcio de empresas contratado por licitação, modelo usual para obras de grande porte. À autarquia, cabe supervisionar, fiscalizar e garantir a execução conforme o projeto.
A estrutura terá 1.244 metros de extensão, quatro faixas de tráfego, faixas de segurança, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Segundo o órgão, o objetivo é oferecer uma travessia permanente, com mais segurança e fluidez em comparação ao atual sistema de ferry-boat, que é tarifado.
A travessia sobre a ponte será gratuita, sem qualquer forma de pedágio, segundo o Órgão Estadual.
Impactos para usuários e economia local
O DER/PR divulgou, ainda, que a substituição da balsa pela ponte representa economia direta para moradores, trabalhadores e turistas que utilizam a travessia diariamente. O órgão afirma que os valores antes gastos com tarifas poderão permanecer na economia local, com efeitos potenciais no comércio, no turismo e nos serviços.
O jornalista Leonardo Quintana Bernardi, visitante frequente de Guaratuba, avalia que a construção encerra anos de expectativa sobre o empreendimento. Para ele, ver a obra avançando é motivo de orgulho. Leonardo também destaca o impacto econômico, considerando que sem a cobrança do ferry-boat e sem pedágio na nova travessia, os recursos antes destinados ao deslocamento podem ser redirecionados para o comércio da cidade.
O empresário Diomar Bozi Junior, usuário habitual da balsa, aponta que filas, lentidão e atrasos prejudicam a rotina e os negócios. Para ele, a ponte trará melhoria na fluidez e poderá estimular o turismo.
Já o cinegrafista Odilon Cezar Ramos ressalta que a ausência de pedágio tende a beneficiar a mobilidade, especialmente na alta temporada, quando o fluxo de veículos aumenta significativamente.
Acompanhamento das obras
O andamento da construção pode ser acompanhado em tempo real por meio de câmeras disponibilizadas ao público no endereço: www.pontedeguaratuba.pr.gov.br
